Febre Amarela Silvestre: a Febre Amarela Silvestre da América Tropical apresenta anualmente 100 a 200 casos, na parte setentrional da América do Sul e na bacia Amazônica, incluindo as grandes planícies da Colômbia e as Regiões Orientais do Peru e da Bolívia. Ocasionalmente, a doença tem-se apresentado em todos os países do continente americano, desde o México até a Argentina, com exceção de El Salvador, Uruguai e Chile. A idade, o sexo e a ocupação são fatores de risco importantes, uma vez que a grande maioria dos casos ocorre entre adultos de 16 a 35 anos. A freqüência de casos é seis vezes maior no sexo masculino. Migrantes não imunizados, oriundos de áreas indenes da doença, que desenvolvem atividades agrícolas, constituem um dos grupos de alto risco. No período de 1973 a 1992, foram notificados 355 casos, com 252 óbitos, correspondendo a uma taxa de letalidade de 71%. Durante o período, o maior número de casos ocorreu em Goiás, Pará, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, estados que se encontram dentro da extensa área enzoótica (endêmica) de FAS, que é a grande Região Amazônica, área onde existe circulação do vírus amarílico e onde a doença se mantém permanentemente, nas matas, entre animais, afetando o homem de forma acidental. Quando o vírus circula periodicamente causando uma alta morbi-mortalidade entre a população de primatas e alguns casos humanos, estará considerada epizoótica. A Febre Amarela Silvestre (FAS) vem ocorrendo no país desde 1934, nas regiões Norte e Centro-Oeste. Nessas áreas de mata, a doença se mantém de forma endêmica, porém sob controle, já que ocorre anualmente um pequeno número de casos humanos. Entretanto, a distribuição dos casos por mês tem demonstrado que a maior freqüência da doença ocorre nos meses de janeiro a abril, período com maior índice pluviométrico, quando a densidade vetorial é elevada, coincidindo com a época de maior atividade agrícola.