Laboratório de Triatomíneos

Vetores da doença de Chagas
Érika Carime Borges
Extraído de trabalho realizado para a exposição comemorativa dos 90 anos da descoberta da Doença de Chagas, Belo Horizonte , 1999

Os triatomíneos, popularmente conhecidos como barbeiro, bicudo, chupança, furão, dentre outros, são os vetores da doença de Chagas. São pertencentes à Ordem Hemiptera por apresentarem o primeiro par de asas com uma parte membranosa e outra parte dura, coriácea. Todos os hemípteros também possuem um aparelho bucal do tipo "picador-sugador", que pode ser utilizado para sugar seiva de plantas (hemípteros fitófagos), para sugar outros insetos (hemípteros predadores ou entomófagos) ou para sugar sangue (hemípteros hematófagos, os triatomíneos). A diferenciação entre esses 3 tipos de hemípteros se faz justamente pelo formato e comprimento do aparelho bucal (Figura 1).

Atualmente existem cerca de 123 diferentes espécies de triatomíneos conhecidas, subdivididas em 14 gêneros. Desses 14 gêneros, 3 são considerados como mais importantes: Panstrongylus, Rhodnius e Triatoma, que podem ser diferenciados entre si através da observação do local onde as antenas se inserem (Figura 2).

Os triatomíneos estão distibuídos por todo o continente americano, principalmente na América Latina. Podem ser encontrados também em regiões da América do Norte, África, Ásia e Austrália, porém não apresentam risco algum, pois nessas áreas não existe o agente causador da doença, o Trypanosoma cruzi (Figura 3).

Ciclo de vida dos Triatomíneos

Os insetos adultos, machos e fêmeas, se acasalam. A fêmea, após se alimentar de sangue, põe seus ovos que irão eclodir, nascendo assim as ninfas de primeiro estádio. Aos poucos dias de nascidas, essas ninfas se alimentam de sangue e passam pelo processo de "muda" ou "ecdise", atingindo o estádio seguinte. E assim fazem por mais 4 vezes, quando atingem o estádio adulto (Figura 4). Machos e fêmeas podem ser diferenciados através da presença do ovopositor nas fêmeas, estrutura pela qual saem os ovos (Figura 5).

Tipos de ambientes que podem colonizar

Espécies de Triatomíneos mais importantes no Brasil e sua distribuição geográfica

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