Linha do tempo

A História da Fiocruz Minas РCentro de Pesquisas René Rachou

  • 1900

    Criação do Instituto Soroterápico Federal

  • 1903

    Oswaldo Cruz assume chefia da Diretoria Geral de Sa√ļde P√ļblica (DGSP)

  • 1905

    Criação de uma Filial do Instituto em Minas Gerais

  • 1906

    Fabricação de vacinas antivariólica e de soro antiofídico

  • 1909

    Descrição da Doença de Chagas

  • 1922

    Produ√ß√£o da vacina contra raiva e soro antiescorpi√īnico

  • 1944

    Criação do Centro de Estudos da Doença de Chagas em Bambuí

  • 1949

    Desenvolvimento de novas pesquisas

  • 1953

    Cria√ß√£o do Minist√©rio da Sa√ļde e in√≠cio da constru√ß√£o do futuro Centro de Pesquisas de Endemias de Minas Gerais, em Belo Horizonte

  • 1955

    Chegada do Sanitarista René Rachou à Belo Horizonte

  • 1956

    Criação de cursos para médicos e chefes sanitários

  • 1957

    Ênfase em pesquisas de campo

  • 1963

    Criação do oitavo laboratório de pesquisa

  • 1966

    Mudança do nome da instituiçãoo para nome atual

  • 1969

    Cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

  • 1985

    Moderniza√ß√£o dos equipamentos e linha de pesquisas dos laborat√≥rios e aumento no n√ļmero de pesquisas e trabalhos publicados

  • 1998

    Novos estudos e ampliação dos laboratórios

  • 2003

    Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Ci√™ncias da Sa√ļde

  • 2009

    Assinatura de acordo para instalação do centro no Parque Tecnológico de BH

  • 2011

    Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Sa√ļde Coletiva

  • 2012

    Criação dos Grupos de Pesquisa

  • 1900

    Criação do Instituto Soroterápico Federal

    Preocupado com a possibilidade de um surto de peste bub√īnica no Rio de Janeiro, como o que havia ocorrido em Santos, e frente √† dificuldade de importa√ß√£o do soro de Yersin, o Prefeito do Rio de Janeiro, Jos√© Ces√°rio de Faria Alvim, determinou a cria√ß√£o de um laborat√≥rio soroter√°pico, seguindo a sugest√£o do Bar√£o de Pedro Affonso, figura importante na introdu√ß√£o da vacina animal no pa√≠s e propriet√°rio do Instituto Vac√≠nico Municipal. Este Instituto, criado em 1894, era o respons√°vel pela produ√ß√£o da vacina antivari√≥lica e pela distribui√ß√£o de soro antidift√©rico no Rio de Janeiro. O laborat√≥rio soroter√°pico foi, ent√£o, instalado na fazenda de Manguinhos, propriedade de 35.000 m2 pertencente √† prefeitura. Este local que era distante da cidade foi o escolhido pelo receio da popula√ß√£o de contamina√ß√£o por doen√ßas. Ces√°rio Alvim autorizou a despesa de 90 ‚Äúcontos de r√©is‚ÄĚ para a constru√ß√£o, compra de equipamentos e instala√ß√£o do novo estabelecimento. O projeto foi apresentado pelo Bar√£o de Pedro Affonso, que era o respons√°vel pela organiza√ß√£o e dire√ß√£o administrativa do Instituto Soroter√°pico Federal e Oswaldo Cruz pela sua dire√ß√£o t√©cnica. A cria√ß√£o deste Instituto teve como modelo o Instituto Pasteur de Paris, embora as duas institui√ß√Ķes tivessem encontrado condi√ß√Ķes bastante diversas para o desenvolvimento de suas atividades.

  • 1903

    Oswaldo Cruz assume chefia da Diretoria Geral de Sa√ļde P√ļblica (DGSP)

    No ano de 1897, pelo decreto n.¬ļ 2.449, de 1¬ļ de fevereiro, o Instituto Sanit√°rio Federal e a Inspetoria Geral de Sa√ļde dos Portos foram transformados na Diretoria Geral de Sa√ļde P√ļblica subordinada ao Minist√©rio da Justi√ßa e Neg√≥cios Interiores com sede no Rio de Janeiro. A esta institui√ß√£o competia al√©m de executar os servi√ßos de higiene da Uni√£o, estudar a natureza, etiologia, tratamento e controle das mol√©stias transmiss√≠veis, que aparecessem em qualquer localidade do pa√≠s; propor ao Governo um plano de socorro sanit√°rio que deveria ser prestado a qualquer Estado, em caso de calamidade p√ļblica, mediante solicita√ß√£o do respectivo governo; preparar culturas microbianas atenuadas e soros antit√≥xicos e curativos, a fim de serem fornecidos √†s autoridades que os solicitassem; fiscalizar o exerc√≠cio da medicina e da farm√°cia; organizar as estat√≠sticas demogr√°fico-sanit√°rias; dirigir o servi√ßo sanit√°rio dos portos; criar o C√≥digo Farmac√™utico Brasileiro e, responder √†s consultas do Governo, prestando as informa√ß√Ķes solicitadas (art. 2.¬ļ). Foi criado um laborat√≥rio de bacteriologia que funcionava subordinado √† Diretoria (art. 3.¬ļ).
    Para a execu√ß√£o do servi√ßo sanit√°rio dos portos, o litoral foi dividido em tr√™s distritos, tendo como sedes: o porto do Rio de Janeiro com o lazareto da Ilha Grande, o porto de Recife com o lazareto de Tamandar√© e, o porto de Bel√©m com o lazareto do Par√° (art. 5.¬ļ). Pelo decreto n.¬ļ 2.458 de 10/02/1897, seu regulamento foi aprovado. Sob a gest√£o do m√©dico sanitarista Oswaldo Cruz (1903-1909) a Diretoria Geral de Sa√ļde P√ļblica teve a incumb√™ncia de erradicar a febre amarela, a peste bub√īnica e a var√≠ola que atingiram a capital no per√≠odo. O combate a essas doen√ßas se fez por meio de campanhas organizadas contra a febre amarela, de vacina√ß√£o preventiva da popula√ß√£o contra a var√≠ola e do exterm√≠nio dos ratos principal vetor de transmiss√£o da peste bub√īnica.

  • 1905

    Criação de uma Filial do Instituto em Minas Gerais

    A institui√ß√£o tamb√©m passou a atuar fora do Rio de Janeiro. O governo de Minas Gerais prop√īs a Oswaldo Cruz a cria√ß√£o de uma filial em Belo Horizonte, provendo-lhe verbas anuais. Por solicita√ß√£o de pecuaristas de Minas Gerais, o Instituto iniciou pesquisas para obten√ß√£o de uma vacina contra a ‚Äúpeste da manqueira‚ÄĚ, ou carb√ļnculo sintom√°tico, epizootia que atacava os rebanhos mineiros. A produ√ß√£o e venda dessa vacina possibilitou, em grande medida, a sobreviv√™ncia e amplia√ß√£o das atividades da institui√ß√£o nos anos seguintes. Situada na Pra√ßa da Liberdade, em Belo Horizonte, foi nomeado para dirigi-la o cientista Ezequiel Dias, cuja tuberculose ‚Äď agravada pela sua estadia em S√£o Luiz do Maranh√£o, onde instalou o Laborat√≥rio Bacteriol√≥gico do Estado ‚Äď requeria o clima mais ameno da capital mineira.

  • 1906

    Fabricação de vacinas antivariólica e de soro antiofídico

    A partir de 1906 a filial do Instituto começou a realizar exames de laboratório e passou a fabricar a vacina antivariólica e o soro antiofídico, além de estudar as epizootias e pesquisar a leucemia, o ofidismo e o escorpionismo.

  • 1909

    Descrição da doença de Chagas

    Em 1909 o mineiro Carlos Chagas foi respons√°vel por outra importante aproxima√ß√£o de Manguinhos, agora Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com Minas Gerais. Combatendo a mal√°ria durante as obras do prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil at√© Pirapora, MG, o cientista descobriu na vila de Lassance, uma tripanossom√≠ase humana at√© ent√£o desconhecida, causadora de hipertrofias de √≥rg√£os internos e transmitida por um inseto chamado ‚Äúbarbeiro‚ÄĚ. A descri√ß√£o da doen√ßa de Chagas trouxe prest√≠gio para a institui√ß√£o, que ali instalou um laborat√≥rio, possibilitando que Carlos Chagas e outros colegas pudessem pesquisar e conhecer a nova doen√ßa. Pacientes chag√°sicos de Lassance foram levados para o Hospital Oswaldo Cruz, em Manguinhos.

  • 1922

    Produ√ß√£o da vacina contra raiva e soro antiescorpi√īnico

    Neste ano a filial do Instituto passou a chamar-se Instituto Biol√≥gico Ezequiel Dias. Al√©m das atividades que ela j√° vinha realizando foi incorporada a produ√ß√£o da vacina contra a raiva e do soro antiescorpi√īnico. Os trabalhos do diretor Oct√°vio de Magalh√£es e de Eurico Villela culminaram em uma campanha significativa contra os escorpi√Ķes, presentes em grande n√ļmero na capital mineira. O serpent√°rio do Instituto, utilizado na produ√ß√£o do soro antiof√≠dico, era uma atra√ß√£o tur√≠stica em Belo Horizonte, chamando a aten√ß√£o do aluno de medicina Amilcar Vianna Martins, que passou a trabalhar na institui√ß√£o. Para sua biblioteca, a mais completa da cidade, aflu√≠am m√©dicos, bi√≥logos e estudantes para pesquisar e participar das discuss√Ķes semanais de artigos cient√≠ficos.

  • 1944

    Criação do Centro de Estudos da Doença de Chagas em Bambuí

    Am√≠lcar Martins estudou a sistem√°tica dos ‚Äúbarbeiros‚ÄĚ em Minas Gerais e, juntamente com Emanuel Dias, do Instituto Oswaldo Cruz, descobriu um importante foco da doen√ßa de Chagas em Bambu√≠, no oeste mineiro. Constataram o inchamento do olho como sinal caracter√≠stico da fase aguda da mol√©stia, que s√≥ se manifesta nos √≥rg√£os internos anos depois. Como o interventor de Minas Gerais havia proibido Am√≠lcar Martins de atuar em Bambu√≠, o IOC criou, em 1944, um Centro de Estudos da doen√ßa na cidade e designou Emanuel Dias para dirigi-lo. Ali a doen√ßa de Chagas voltou a ser estudada com maior detalhamento, especialmente as cardiopatias dela resultantes.

  • 1949

    Desenvolvimento de novas pesquisas

    No final da d√©cada de 40 o IOC mantinha um pequeno n√ļcleo de estudos em Belo Horizonte, que funcionava na C√°tedra de Fisiologia da Faculdade de Medicina e que apoiava as pesquisas de Ot√°vio de Magalh√£es sobre o tifo exantem√°tico. O IOC enviou para este n√ļcleo, o pesquisador Wladimir Lobato Paraense, que desenvolveu pesquisas sobre mal√°ria avi√°ria, leishmaniose da cobaia e focos de transmiss√£o do Schistosoma mansoni. Nas duas d√©cadas seguintes, no entanto, Bambu√≠ foi a principal liga√ß√£o de Manguinhos com Minas Gerais.

  • 1953

    Cria√ß√£o do Minist√©rio da Sa√ļde e in√≠cio da constru√ß√£o do futuro Centro de Pesquisas de Endemias de Minas Gerais, em Belo Horizonte

    Em 1953 foi criado o Minist√©rio da Sa√ļde, antiga reivindica√ß√£o dos m√©dicos brasileiros. O Instituto de Malariologia, que j√° existia desde 1946 dentro do Servi√ßo Nacional de Mal√°ria, funcionava na Cidade das Meninas, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, pesquisando a doen√ßa e os m√©todos para combat√™-la principalmente com o inseticida BHC, que era fabricado pelo Instituto. A pol√≠tica de regionaliza√ß√£o das pesquisas das doen√ßas end√™micas nos locais de sua ocorr√™ncia, a proposta de cria√ß√£o de centros de pesquisas regionais em todo o pa√≠s e o encontro em Belo Horizonte do chefe da Divis√£o de Organiza√ß√£o Sanit√°ria do Minist√©rio da Sa√ļde Am√≠lcar Barca Pellon com Amilcar Martins, que na √©poca havia demonstrado que o m√©todo de sedimenta√ß√£o das fezes, descrito por Lutz, era o mais adequado para diagnosticar a esquistossomose, resultou no interesse do Minist√©rio em pesquisar a doen√ßa e na ideia da cria√ß√£o de um centro de pesquisas na capital mineira. Em terreno doado pela Prefeitura, depois de negocia√ß√Ķes empreendidas por Amilcar Martins, iniciaram-se, em 1953, na esquina da Avenida Augusto de Lima com Rua Juiz de Fora, no bairro Barro Preto da capital mineira, as obras do futuro Centro de Pesquisas de Endemias de Minas Gerais.

  • 1955

    Chegada do Sanitarista René Rachou à Belo Horizonte

    Como as instala√ß√Ķes do Instituto de Malariologia no Rio de Janeiro, dirigido pelo sanitarista Ren√© Rachou, eram prec√°rias, ele foi transferido para Belo Horizonte em fins de 1955, com o apoio de Barca Pellon, Manoel Ferreira e Ol√≠mpio Silva Pinto. Permaneceram no Rio de Janeiro a f√°brica de inseticidas e um pequeno n√ļcleo central, enquanto os equipamentos e trinta e cinco funcion√°rios foram instalados no pr√©dio do Barro Preto. O Instituto de Malariologia iniciou em Belo Horizonte a publica√ß√£o de um boletim consulto-informativo, intitulado ‚ÄúDe voc√™s para n√≥s e de n√≥s para voc√™s‚ÄĚ, visando promover um maior interc√Ęmbio entre os colegas de trabalho do Servi√ßo Nacional de Mal√°ria. Nestes boletins foram respondidas, pelos pesquisadores do Instituto, 104 perguntas versando sobre a mal√°ria, doen√ßa de Chagas, leishmaniose, esquistossomose e filariose. Al√©m da etiologia eram abordados a ecologia dos vetores e as formas de combat√™-los.

  • 1956

    Criação de cursos para médicos e chefes sanitários

    Em março de 1956, o Instituto de Malariologia foi transformado em Centro de Pesquisas de Belo Horizonte. O Centro, além de pesquisas também desenvolveu atividades na área de ensino, ministrando cursos sobre as endemias rurais para médicos e chefes dos serviços sanitários de todo o país. Estes cursos versavam sobre a doença de Chagas, malária, esquistossomose, entomologia, inseticidas e parasitologia, funcionando de 1956 a 1958 com duração de dois a três meses. Foi estimulado que seus funcionários fizessem os cursos internos, bem como na Faculdade de Medicina visando o seu aprimoramento.

  • 1957

    Ênfase em pesquisas de campo

    Ren√© Guimar√£es Rachou dirigiu o Centro de Pesquisas de Belo Horizonte at√© 1957, passando a trabalhar dois anos depois para a Organiza√ß√£o Pan-Americana de Sa√ļde, na Am√©rica Central. Esse per√≠odo foi marcado por uma √™nfase maior nas pesquisas de campo sobre a mal√°ria, a esquistossomose e a doen√ßa de Chagas que passaram a ser pesquisadas tanto sob a √≥tica da sistem√°tica dos seus vetores como dos m√©todos para o seu controle e/ou elimina√ß√£o. Os laborat√≥rios das doen√ßas foram estruturados de forma multifacetada, a partir de v√°rios ramos do conhecimento t√©cnico-cient√≠fico.

  • 1963

    Criação do oitavo laboratório de pesquisa

    Os laboratórios existentes nos primórdios do Centro (Entomologia, Química de Inseticidas, Genética e Ecologia) transformaram-se em oito em 1963, já no final da gestão de Lobato Paraense, nominados com seus respectivos chefes:
    Imunologia РJosé Pellegrino;
    Epidemiologia РAprígio Abreu Salgado;
    Investigação Sorológica РSebastião Mariano Batista;
    Parasitas Intestinais – Geraldo Chaia;
    Química de Inseticidas РErnest Paulini;
    Leishmaniose – Marcelo Coelho;
    Malacologia – Lobato Paraense e,
    Terapêuticas Experimentais РZigman Brener.

  • 1966

    Mudança do nome da instituição para nome atual

    Em 1966 o Centro de Pesquisas de Belo Horizonte passou a chamar-se, por determina√ß√£o do Presidente da Rep√ļblica e do Ministro da Sa√ļde Raymundo de Britto, Centro de Pesquisas Ren√© Rachou (CPqRR), em homenagem ao seu diretor, que havia morrido tr√™s anos antes.

  • 1969

    Cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    No final da d√©cada de 60 foi criado na Universidade de Minas Gerais o primeiro curso de p√≥s-gradua√ß√£o em parasitologia no Brasil, tamb√©m ministrado por v√°rios pesquisadores do CPqRR, que, com a melhoria das condi√ß√Ķes de trabalho e sal√°rios na universidade, transferiram-se para a doc√™ncia superior, esvaziando as atividades do Centro. Em 1969 foi oficializada a coopera√ß√£o entre a UFMG e o CPqRR, atrav√©s de conv√™nio firmado entre o reitor Gerson Boson, o diretor do INERu Celso Arcoverde e o chefe do Centro de Pesquisas Marcelo Coelho, substitu√≠do no mesmo ano por Raimundo Siebra de Brito.

  • 1985

    Moderniza√ß√£o dos equipamentos e linha de pesquisas dos laborat√≥rios e aumento no n√ļmero de pesquisas e trabalhos publicados

    A segunda gest√£o de Naftale Katz na dire√ß√£o do Centro, iniciada em 1985, foi marcada pela cria√ß√£o do Conselho Deliberativo da Fiocruz, quando o CPqRR passou a participar da gest√£o pol√≠tico-administrativa da institui√ß√£o, tendo assim revertida a situa√ß√£o de isolamento institucional que existia desde a sua incorpora√ß√£o √† Funda√ß√£o em 1970. Neste per√≠odo tamb√©m aumentou o n√ļmero de pesquisas e trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras, assim como o n√ļmero de pesquisadores e de estudantes de p√≥s-gradua√ß√£o, embora o total de funcion√°rios tenha permanecido o mesmo. A duplica√ß√£o da √°rea f√≠sica foi acompanhada da moderniza√ß√£o dos equipamentos e das linhas de pesquisa dos laborat√≥rios.

  • 1998

    Novos estudos e ampliação dos laboratórios

    A partir de 1998, o CPqRR passou a ser dirigido por Roberto Sena Rocha. Em sua estrutura organizacional, o CPqRR era composto por quatorze Laborat√≥rios, pelo N√ļcleo de Apoio T√©cnico-Cient√≠fico e pelo Departamento Administrativo. Nos laborat√≥rios eram estudadas a doen√ßa de Chagas, a esquistossomose, as leishmanioses e a mal√°ria em seus diversos aspectos (biologia, diagn√≥stico, imunologia, terap√™utica, cl√≠nica, fisiologia, epidemiologia, controle e sistem√°tica), tanto do ponto de vista do parasita quanto de seus vetores. A epidemiologia e antropologia do envelhecimento, do comportamento de risco e ocupacional come√ßaram a ser estudadas neste per√≠odo.

    Os quatorze laboratórios e seus respectivos chefes eram:
    Doença de Chagas РZigman Brener;
    Entomologia Médica РPaulo Pimenta;
    Epidemiologia e Antropologia Médica РMaria Fernanda F. Lima e Costa;
    Esquistossomose – Naftale Katz;
    Helmintoses Intestinais – Omar dos Santos Carvalho;
    Imunologia Celular e Molecular РRodrigo Corrêa Oliveira;
    Imunopatologia – Ricardo Tostes Gazzinelli;
    Leishmanioses – Reginaldo Brazil;
    Malacologia РCecília Pereira de Souza;
    Mal√°ria – Antoniana Ursine Krettlli;
    Parasitologia Molecular e Celular РAlvaro José Romanha;
    Pesquisas Cl√≠nicas – Ana L√ļcia Teles Rabello;
    Química de Produtos Naturais РCarlos Leomar Zani
    Triatomíneos e Epidemiologia da Doença de Chagas РLileia Diotaiuti.
    Funcionavam ainda no Centro de Pesquisas René Rachou quatro Serviços de Referência:
    Centro de Referência e Treinamento em Leishmanioses;
    Centro de Referência Nacional e Internacional para Flebotomíneos;
    Laboratório de Triatomíneos e Epidemiologia da Doença de Chagas e,
    Centro de Colaboração e Pesquisa de Controle da Esquistossomose.

  • 2003

    Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Ci√™ncias da Sa√ļde

    Em 2003 o Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Ci√™ncias da Sa√ļde do CPqRR recebeu as primeiras turmas de mestrado e doutorado em suas √°reas de Biologia Celular e Molecular, de Doen√ßas Infecciosas e Parasit√°rias e de Sa√ļde Coletiva. Concomitantemente continua com alunos dos programas de p√≥s-gradua√ß√£o da UFMG e do IOC, ampliando assim a forma√ß√£o de recursos humanos para pesquisa.

  • 2009

    Assinatura de acordo para instalação do Centro no Parque Tecnológico de BH

    Em outubro de 2009, o CPqRR assinou acordo para constru√ß√£o de sua nova sede no BHTec ‚Äď centro de inova√ß√£o e pesquisa que est√° sendo constru√≠do por meio de uma parceria entre o Governo de Minas Gerais, Prefeitura de Belo Horizonte e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

  • 2011

    Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Sa√ļde Coletiva

    Neste ano foi criado um novo Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Sa√ļde Coletiva no CPqRR. A proposta foi fruto da crescente demanda desta √°rea e a necessidade de forma√ß√£o de quadros qualificados para atender ao Sistema √önico de Sa√ļde no estado de Minas Gerais

  • 2012

    Criação dos Grupos de Pesquisa

    A Institui√ß√£o passa a ter 22 grupos de pesquisa, alcan√ßando uma maior din√Ęmica e intera√ß√£o entre os pesquisadores. As parcerias com diversas institui√ß√Ķes de ensino, assist√™ncia m√©dica e pesquisa do estado de Minas Gerais, al√©m de v√°rias outras no √Ęmbito nacional e internacional, t√™m possibilitado um crescimento s√≥lido da nossa produ√ß√£o cientifica. Destaca-se ainda, o forte investimento na forma√ß√£o de pessoal por meio da inicia√ß√£o cient√≠fica, mestrado, doutorado e p√≥s doutorado. Os 22 Grupos de Pesquisa e seus respectivos l√≠deres s√£o:
    Biologia Molecular e Imunologia da Mal√°ria ‚Äď Luzia Helena de Carvalho;
    Comportamento de Vetores e Intera√ß√£o com Pat√≥genos ‚Äď Marcelo Gustavo Lorenzo;
    Entomologia M√©dica ‚Äď Paulo Pimenta;
    Esquistossomose ‚Äď Naftale Katz;
    Estudo em Leishmanioses ‚Äď C√©lia Maria Gontijo;
    Gen√īmica e Biologia Computacional ‚Äď Guilherme Correa;
    Gen√īmica Funcional e Prote√īmica de Leishmania ssp e Trypanossoma cruzi ‚Äď Silvane Murta;
    Grupo de Estudos Multidisciplinares em Educa√ß√£o em Sa√ļde ‚Äď Virginia Schall;
    Grupo Integrado de Pesquisas em Biomarcadores ‚Äď Olindo Assis Martins Filho;
    Helmintologia e Malacologia M√©dica ‚Äď Omar dos Santos Carvalho;
    Imunologia Celular e Molecular ‚Äď Rodrigo Correa Oliveira;
    Imunologia de Doen√ßas Virais ‚Äď Marco Antonio Campos;
    Imunopatologia ‚Äď Ricardo Gazzinelli;
    Inform√°tica de Biossistemas ‚Äď Jeronimo Concei√ß√£o Ruiz;
    Intera√ß√£o Biomphalaria/Schistosoma mansoni/Esquistossomose ‚Äď Paulo Marcos Zech Coelho;
    Mal√°ria Experimental e Humana ‚Äď Antoniana Ursine Krettlli;
    Mosquitos Vetores: Endossimbiontes e Intera√ß√£o Pat√≥geno-vetor ‚Äď Luciano Moreira;
    N√ļcleo de Estudos em Sa√ļde P√ļblica e Envelhecimento ‚Äď Maria Fernanda Furtado Lima e Costa;
    Pesquisas Cl√≠nicas ‚Äď Ana Rabello;
    Qu√≠mica de Produtos Naturais Bioativos ‚Äď Carlos Leomar Zani;
    Taxonomia de Flebotom√≠neos/Epidemiologia, Diagn√≥stico e Controle das Leishmanioses ‚Äď Edelberto Santos Dias
    Triatom√≠neos ‚Äď Lileia Diotaiuti