Pesquisador do IRR participa do Pint of Science em Itajubá (MG)

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Em ambientes científicos, é muito comum o uso de impressoras para reproduzir artigos, teses, dissertações. Agora, imagine chegar a um laboratório e encontrar o equipamento imprimindo objetos, racks para tubos, suportes em geral, agitadores e até microscópios. O pesquisador Rubens Lima do Monte Neto, da Fiocruz Minas, vai mostrar que essa possibilidade é real, durante a 4ª edição do Pint of Science, evento que tem por objetivo aproximar cientistas do público em geral. O diferencial da atividade é que o encontro acontece em bares, possibilitando que a conversa transcorra sem formalidades, em uma atmosfera de descontração. Na edição deste ano o Pint of Science será realizado em 56 cidades, incluindo Itajubá-MG, que terá a presença do pesquisador da Fiocruz.

Com o tema Imprimindo o presente: a impressão 3D na quarta revolução industrial, a apresentação de Rubens irá abordar como esse recurso tecnológico pode contribuir para o desenvolvimento de soluções no campo da saúde. O pesquisador é autor de um projeto que propõe a fabricação de um dispositivo de diagnóstico que será utilizado para a detecção molecular de Zika, dengue, chikungunya, Leishmania spp. e Schistosoma mansoni. Um dos diferencias da proposta é que o aparelho será fabricado dentro do laboratório, por meio da tecnologia de impressão em 3D.

“Durante o Pint of Science, vou contar um pouco sobre essa experiência e, além disso, fazer um apanhado geral das aplicações dessa tecnologia na área de saúde. Especialmente neste momento de redução nos investimentos para a ciência, é preciso buscar formas de diminuir custos, e o uso da impressão 3D no laboratório pode ser uma alternativa eficiente”, afirma o pesquisador.

Rubens, que é entusiasta dessa tecnologia e há algum tempo já a utiliza como hobby, explica que a impressão 3D pode tornar os projetos de pesquisa mais baratos porque a matéria-prima usada para a impressão de peças tem um custo bem mais baixo se comparado ao valor de compra do produto pronto. E mais: segundo ele, ao fabricar itens dentro do laboratório, é possível customizá-los, tornando-os mais adequados às necessidades do projeto em desenvolvimento.

A conversa com Rubens será no dia 16 de maio, no Mineiro Charcutaria (Avenida Presidente Tancredo de Almeida Neves, 756, São Judas Tadeu). Quem estiver em Itajubá apareça por lá!

Pint of Science- A ideia do festival nasceu em Londres, em 2012, depois que dois pesquisadores do Imperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, convidaram pessoas com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla para conhecer os laboratórios em que trabalhavam e ver de perto os estudos que vinham sendo realizados. A experiência deu tão certo que eles decidiram propor um evento em que os cientistas pudessem sair dos seus locais de trabalho para conversar diretamente com as pessoas. Surgia, assim, em 2013, o Pint of Science.

No Brasil, a primeira edição do festival aconteceu em 2015, em São Carlos, por iniciativa da jornalista Denise Casatti, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP). Diante do sucesso do evento, no ano seguinte, mais seis cidades aderiram à ideia e, em 2017, o número de municípios participantes subiu para 22. Este ano, as atividades acontecem no período de 14 a 16 de maio em mais de 50 cidades.