Roberto Wagner Gonçalves dos Santos

Roberto

Roberto Wagner Gonçalves dos Santos. Foto: Cláudia Gersen – Fiocruz Minas

 

Nascido em Poté, Minas Gerais, Roberto Wagner Gonçalves dos Santos foi criado em Belo Horizonte. Por trabalhar como motorista para empresas particulares, Roberto conhecia a capital mineira de ponta a ponta. Logo foi contratado pelo Hospital Sarah Kubitschek para dirigir veículos comuns e ambulâncias, atividade que exigia esforço físico, pois precisava levantar macas, e resiliência emocional, para lidar com o resgate de feridos.

No ano de 1992, devido a mudanças administrativas no hospital, Roberto foi transferido para o Instituto René Rachou, na mesma função de motorista. Porém, devido a uma lesão no punho, foi remanejado para o Serviço de Manutenção, onde foi chefe, coordenando reparos prediais e contratos de empresas terceirizadas. Ao longo de sua carreira, Roberto passou por diversos setores da instituição, como o de Compras, e o antigo setor de Transporte, acumulando as duas funções durante algum tempo. Por um breve período também trabalhou na área de licitações do IRR. Com todas essas atribuições, ele se tornou um grande conhecedor da estrutura do Instituto.

Mas Roberto não parou por aí. Ele assumiu o Serviço de Almoxarifado, acumulando a coordenação do Patrimônio, área bastante delicada, pois exigia rigoroso controle no trato dos bens públicos. No ano de 2005, Roberto ficou exclusivamente no setor de Patrimônio, onde veio a se aposentar, em 2017. O funcionário recorda como a estrutura do IRR era precária, evoluindo para melhor ao longo do tempo, principalmente o Serviço de Manutenção, muito demandado e por isso sempre cobrado para apresentar resultados rápidos.

Roberto narra como o gerador apresentava constantes problemas, causando sobressalto nos funcionários, que precisavam agir de imediato, o que por vezes era difícil, pois a administração pública exigia uma série de protocolos para a contratação de serviços. O elevador também era uma fonte de preocupação, demandando atenção. Mas Roberto recorda tudo isso com bom humor, pois ele encarava essas dificuldades como desafios profissionais a serem vencidos. Tendo em vista sua função como responsável por serviços essenciais, Roberto precisava estar à disposição para atender emergências, como na ocasião em que teve que deixar um almoço do dia das mães, para solucionar questão urgente no Instituto.

Mas nem tudo era desafio. Roberto conta como o ambiente de trabalho era saudável e amistoso, tornando-se local de referência para sua família, que participava dos eventos promovidos e gostava de visitar o IRR. No dia da sua aposentadoria foi surpreendido com uma grande festa, da qual participaram seus filhos. Hoje, Roberto continua ativo, assumindo diversas atividades domésticas e de cuidado familiar. Apesar de sentir falta do convívio diário com os colegas, ele afirma que o segredo para uma aposentadoria feliz é “não ficar parado”, mantendo o corpo e a mente ocupados.

Roberto tem orgulho pelo trabalho que realizou no Instituto René Rachou. Mas sua ligação com o IRR não acabou. A filha, que é biomédica, está hoje cursando mestrado na Fiocruz Minas, crescendo profissionalmente no mesmo local onde Roberto trabalhou por tantos anos, o que é motivo de grande alegria para ele.

 

 

 

Texto: Natascha Ostos e Cláudia Gersen

Apoio:

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– Projeto Fiocruz Minas, patrimônio do Brasil: História, memória, ciência e comunidade

Agradecimentos: Roberto Wagner Gonçalves dos Santos, pela entrevista concedida no dia 14/02/2023.